Os dias que crescem dentro de mim são como árvores que formam uma floresta da memória.

Algumas vezes me perco na sua beleza e perigo.

Algumas vezes me deito nela, admirando como os raios de sol atravessam as folhas, os detalhes relembrados de um desses dias. As memórias compartilhadas com as pessoas que amo.

Noto a conexão entre uma árvore e outra, uma floresta e outra, e como tudo parece uma coisa só, perfeita em cada detalhe e ao mesmo tempo caótica e impossível de compreender completamente.

Algumas vezes a floresta me dá medo e eu saio correndo. Algumas vezes sou ferido por um espinho, e dói.

Algumas vezes a floresta queima, as chamas me sufocam. Quando acaba eu me sento numa pedra vendo as cinzas do que era um jardim, e tudo parece opressivo e sem sentido, e eu choro.

A floresta me alimenta e me devora enquanto cresce. E um dia morrerá.

Tudo que posso esperar é que as sementes que ela gerou façam crescer coisas bonitas nas florestas de outras mentes, como elas fizeram na minha.

Estudando filosofia, sociologia, educação, jogos e civilização.

Estudando filosofia, sociologia, educação, jogos e civilização.